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Eu estava maluca quando comecei a série Reino das Bruxas, só pode!
Já adianto que esse post não é uma resenha, é um desabafo que pode conter alguns spoilers.
Para quem me acompanha aqui há mais tempo e leu a resenha do primeiro livro, sabe o quanto eu repudiei cada parágrafo da obra. Mas não me julguem: acabou que li o segundo livro porque ganhei de presente, assim como também ganhei o terceiro livro da série e irei lê-lo em algum momento.
A questão é que eu queria que essa série melhorasse ao longo dos livros, mas o que encontrei em Natureza Sombria foi a pior enrolação que já li na vida, além de uma história mal escrita, com uma narrativa extremamente insuportável.
Veja minhas ponderações sobre o primeiro livro aqui.
Natureza Sombria poderia facilmente ser um folheto com menos de 50 páginas. A narrativa começa exatamente de onde parou, quando Emília desce para o inferno com Ira para cumprir o dever de se casar com Soberba (isso foi desenvolvido no primeiro livro).
O caminho que leva até o castelo de Ira é gelado e "cheio de desafios", mas a principal problemática aqui é que, no inferno, os humanos são influenciados a sentir todos os pecados de uma forma muito intensa. Então a Emília passa o livro inteiro parecendo que está no cio. Aí já não sei se é por causa do pecado ou se ela é insuportável mesmo.
Chegando ao castelo de Ira, nossos protagonistas simplesmente ficam se pegando, trocando farpas e, no fim, sempre termina com o Ira sumindo. O príncipe desse livro não demonstra nenhum diferencial que faça a gente se apegar a ele. Mesmo estando na casa dele, nada é aprofundado sobre o personagem; a única coisa que sabemos é que todos o temem por ele ser um guerreiro do inferno. Só isso.
As cenas desse livro são mal elaboradas, e o leitor que se vire para entender toda a ambientação da história. Do nada ela vai para a casa do Inveja (spoiler aqui, não leia: perde o mínimo dos poderes que ela nem sabe usar e simplesmente ficou por isso. Véi, que ódio!).
O que a Emília mais temia era a Grande Caçada, um jantar entre todas as cortes do pecado, onde ela, sendo a convidada de honra, teria que revelar o seu maior medo. Desde o início do livro, a autora falava sobre essa bendita noite e, quando finalmente aconteceu... não deu em exatamente NADA! Sério, gente, eu estou revoltada com esse livro. Outra coisa que acontece com ela no castelo é que fica aparecendo uns crânios pra ela com uns enigmas que pelo amor de Deus. O objetivo da Emília ainda é saber quem matou sua irmã e isso cega ela totalmente. 
Nada é aprofundado nesse livro. NADA. Existe somente uma revelação que acontece no final e que realmente é um diferencial sobre o Ira, mas, mesmo assim, acredito que (porque eu realmente não sei o que essa autora está fazendo) isso deve ser mais desenvolvido no terceiro livro.
No desfecho eu fiquei com mais raiva ainda, porque a Emília descobre uma coisa nas últimas páginas que, para mim, anulou o NADA que foi o segundo livro e tudo o que aconteceu no primeiro.
Vocês entendem que eu passei MUITA raiva lendo esse livro?
Essa questão de o livro se chamar Reino das Bruxas e não ter uma bruxa que preste me irrita muito, porque é propaganda enganosa. Vamos processar! Kkkkk.
Enfim, galera, esse é o meu desabafo. Espero que vocês tenham sentido o meu ódio por esse livro. E, se você quer ler uma história que tem uma bruxa de verdade, segue abaixo a minha resenha de indicação.
É isso, gente. Até o próximo post.


