JOYLAND - STEPHEN KING 🎡

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Sempre quando quero sair da minha zona de conforto pego um livro do King para ler. Quem me acompanha sabe que leio muito os gêneros: romance e fantasia e essa prática às vezes me deixa muito “casada”, e é nessa hora que está na hora de ler uma obra do King, ele nunca me decepciona

Em meio a tantos livros não sei o motivo pelo qual escolhi Joyland. Quando vi a capa na Amazon a algum tempo atrás coloquei na minha lista de desejados e simplesmente aconteceu.    

Devin Jones é um jovem prestes a entrar para uma faculdade junto com sua namorada. Ele está perdidamente apaixonado por ela, entretanto ambos tiveram que se separar para trabalharem nas férias de verão no ano de 1973. 

Essa foi a primeira pergunta da entrevista de Dev no parque de diversão de Joyland. Passado a entrevista, nosso protagonista descobre que houve um assassinato de uma garota no parque, particularmente dentro do Horror House, uma brinquedo constituído por uma câmara onde um carrinho de trilho percorre um caminho cheia de objetos assustadores. Na entrada do brinquedo está escrito “Entre se tiver coragem”. Dizem que a garota assassinada assombra o brinquedo desde então. Até o momento não encontraram o assassino. 👻

No trabalho, Devin descobre que realmente tem aura de parque e está disposto a fazer qualquer trabalho disponível, conseguindo entrar na onda da linguagem própria do parque, fazendo novos amigos e conhecendo novas pessoas. Sua curiosidade sobre o assassinato da garota só aumenta e é assim que ele se meteu em uma enrascada das grandes. E é nesse momento que o coração dele é 💔. 

O desenvolvimento pessoal do Devin é muito interessante de acompanhar. Quando estava lendo, tinha me esquecido que ele é somente um jovem adulto de vinte um anos que está sofrendo por amor. Ele ajudou tantas pessoas e tomou decisões legais que me fizeram me afeiçoar muito pelo personagem.  

A história é narrada na primeira pessoa, entretanto o protagonista está contando a história do seu verão de 1973. Esse estilo de narrativa é boa porque a expectativa de saber a história a fundo só aumenta a cada página lida. 

Sinceramente, na metade da leitura tinha me esquecido que um assassinato tinha acontecido no parque de diversão, pois até a metade do livro o King não foca tanto no terror em si. O autor preparou muito bem o "terreno" para, no fim, apresentar os fatos sobre o assassinato e ação acontecer. Mesmo assim não ficou uma história chata de se lida, o enredo é bem construído. 

Curiosidade: A garota de verde na capa do livro, não é a garota assassinada. Algumas meninas que trabalham no parque são "Garotas de Hollywood". Elas andam pelo parque tirando fotos dos bobs (os clientes, que são chamados internamente de caipiras também, rsrsrs) cobrando por isso, é claro.  

O livro Joyland não é somente sobre um fantasma que assombra um brinquedo. Aqui você vai encontrar suspense, romance, medo e ainda pode se emocionar bastante. Várias falas no livro apresentam críticas sociais referente a raça e religião. 

“Não entendo porque as pessoas usam a religião para se magoarem quando já existe tanta dor no mundo - disse Shoplaw - A religião deveria confortar" (KING, 2015)

Quase no final da história fiquei com meu coração apertado pela situação de um personagem que apareceu na história. O final é muito bom e terminei o livro com uma sensação muito boa de que tudo foi esclarecido e que terminou da melhor forma possível, sem o autor maquiar nada. Obrigada King por essa história. 

MINHA AVALIAÇÃO: